Jovens unidos pela paz na Colômbia: abraçar a vida e rejeitar a violência

11 de setembro de 2020

Até domingo (13), o país une as forças para celebrar a paz, num momento de escalada de violência na Colômbia com assassinatos, inclusive de defensores dos direitos humanos. A jovem Annie Yulieth Morales acredita que é preciso construir a paz para evitar esses atos: “rejeito qualquer tipo de violência e atos que tragam dor, tristeza ou morte porque a nossa vida, dos jovens, está em perigo: abraçamos a vida e rejeitamos a guerra”.


A edição on-line da 33ª Semana pela Paz, na Colômbia, termina no próximo domingo, 13 de setembro. A iniciativa é promovida pela Igreja e organizada todos os anos por um grupo heterogêneo de realidades sociais: instituições, movimentos, universidades e organizações não-governamentais para tornar visíveis os esforços feitos diariamente para construir a paz no país.

Em notícia divulgada no site da Conferência Episcopal, Fernando Sarmiento, coordenador nacional da Red ProdePaz, falou da presença de “milhares de iniciativas territoriais pela paz, de lugares que se declararam territórios de paz, trabalhando com a vontade de alcançá-la através da justiça social, da convivência, do desenvolvimento humano e do cuidado com o meio ambiente”.

O aumento da violência no país

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Neste ano, a Semana pela Paz, disse dom Héctor Fabio Henao, diretor da Secretaria Nacional da Pastoral Social e Caritas Colômbia (SNPS/CC), está sendo celebrada em circunstâncias muito especiais, já que o país está vivendo uma nova escalada de violência. “Há assassinatos de milhares de pessoas, incluindo defensores dos direitos humanos e pessoas comprometidas no campo da paz”, afirmou o prelado: “se não conseguirmos deter essa onda de violência, perderemos um momento crucial da história e as condições da pandemia se agravarão perigosamente”.

A vida em perigo dos jovens

Ainda no encontro de divulgação da Semana pela Paz, foram apresentados testemunhos de jovens, entre eles, de Annie Yulieth Morales, de Samaniego (Nariño), que falou da importância de construir a paz nas regiões para evitar atos de violência como os que ocorreram no país nas últimas semanas. “Eu rejeito qualquer tipo de violência”, disse ela, “e atos que tragam dor, tristeza ou morte porque a nossa vida, dos jovens, está em perigo: abraçamos a vida e rejeitamos a guerra. Vamos unir forças e participar ativamente desta Semana pela Paz, porque Samaniego é uma terra de paz e não de violência”, finalizou a jovem.

O próprio presidente da Conferência Episcopal, dom Óscar Urbina, em mensagem ao povo colombiano, afirmou que, neste ano, “em meio a esta semana de trabalho, de oração e de reflexão, temos o objetivo de dialogar e reconhecer os esforços que estão sendo feitos em todos os níveis pela paz”. E o prelado acrescentou: “a paz é uma tarefa confiada à responsabilidade de todos, é uma certeza, uma esperança que favorece o futuro e o destino da Colômbia. A paz é necessária”.

Vatican News Service – AP
Fonte: Vatican News

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