Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) promove videoconferência entre bispos e presidente do TJMG

17 de setembro de 2020

Nesta quarta-feira, 16 de setembro, os bispos do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reuniram-se por videoconferência com o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Gilson Soares Lemes. O diálogo e a conciliação em casos judiciais e extrajudiciais de acesso à terra em regiões de conflito agrário foi o tema do encontro virtual que reuniu também o desembargador Lailson Braga Baeta Neves.

Participaram da reunião o arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo; o bispo de Divinópolis e presidente do Regional Leste 2, dom José Carlos de Souza Campos; o bispo auxiliar de Belo Horizonte e secretário executivo, dom Geovane Luis da Silva; o bispo de Guanhães e bispo referencial para Ação Social Transformadora, dom Otacílio Ferreira de Lacerda; o bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom Vicente de Paula Ferreira e o bispo de Sete Lagoas, dom Francisco Cota de Oliveira.

Os bispos buscaram conhecer melhor as questões relacionadas aos conflitos, com o propósito de colaborar com soluções pacíficas, servindo como mediadores, para atender as necessidades das populações que vivem em ocupações, cujas terras são requeridas, na maioria das vezes, judicialmente, o que gera conflitos no cumprimento das ordens de reintegração de posse expedidas pela justiça.

Segundo dom Walmor, o objetivo foi buscar “justiça para os mais vulneráveis, para evitarmos desgastes para os que mais precisam. Pretendemos caminhar juntos e enfrentar desafios impostos pelas ocupações. A CNBB decidiu atuar em um pacto pela vida”.

O presidente do TJMG explicou que a parte que tem a posse legal da terra geralmente é quem propõe a ação judicial requerendo a desocupação. Ele explicou que o juiz competente propõe, primeiramente, uma conciliação entre as partes, e, caso essas não cheguem a um acordo, a ordem judicial é expedida e cumprida pelo Executivo. Um caminho possível e amigável é as partes buscarem a solução de suas demandas no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de sua comarca. “Nossa luta é por uma sociedade mais justa, mais solidária e mais fraterna”, ressaltou o presidente do TJMG, que se comprometeu a prestar informações sobre processos que envolvem conflitos agrários quando houver solicitação por parte dos representantes da Igreja.

Com informações da Arquidiocese de Belo Horizonte

Fonte: CNBB Leste 2

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