A Diocese de Itabira – Coronel Fabriciano tem mais um candidato ao diaconato permanente. Trata-se de Osvaldo Lima Filho, cuja candidatura foi abençoada no domingo (4 de junho) em Missa solene, no Santuário de São Judas Tadeu, no bairro Canaãzinho, em Ipatinga. Osvaldo Lima Filho, que os irmãos da Igreja conhecem mais como Vadinho, foi apresentado em Missa solene da Crisma, presidida pelo bispo da Diocese de Itabira – Coronel Fabriciano, Dom Marco Aurélio Gubiotti, e pelo pároco Emanuel Cordeiro, quando foi realizado o rito do “Ministério do Leitorato”, penúltima etapa antes da sua consagração como diácono.

Osvaldo Lima Filho é natural de Caratinga e desde os oito anos de idade reside em Ipatinga, onde tem uma longa caminhada nos movimentos da Igreja Católica. Ele iniciou sua catequese na então Paróquia Cristo Rei, no bairro Iguaçu, participou do grupo de mini-jovens ACAP e do grupo de Jovens JUCAP.

 

CAMINHADA

Vadinho também participou da Comissão Financeira da Paróquia, como secretário e depois tesoureiro, trabalhou na equipe de batismo, dando cursos de preparação e depois como ministro da palavra e da eucaristia, e ainda, auxiliou na preparação dos ministros celebrantes e dos jovens crismandos. Em 1987, o candidato ao diaconato permanente ingressou na Renovação Carismática Católica, onde permaneceu por muitos anos, ajudando na pregação de retiros e encontros, tanto no nível de coordenação da Região Pastoral III quanto da Diocese.

A nomeação de Vadinho como candidato ao diaconato permanente é resultado dessa longa caminhada na Igreja Católica. Depois de exercer diversas funções, ele iniciou seus estudos na Escola Diaconal em 2011, quando integrava a Paróquia Nossa Senhora da Esperança, do bairro Horto, em Ipatinga, através do padre Élder, seu grande incentivador, confessor e orientador espiritual.

Foi também na Paróquia do Horto que ele desenvolveu seu apostolado como ministro celebrante, ajudando na reestruturação das equipes de Pastoral. Antes de retornar para a Paróquia Cristo Rei, desenvolveu ainda um trabalho missionário de casa em casa e de prédio em prédio de cada bairro daquela Paróquia. No dia 8 de dezembro de 2016, Vadinho recebeu a “Introdução às Ordens sacras”, e no último domingo (4 de junho), o ministério do “Leitorato”. Sua celebração do “Acolitato” está marcada para o dia 01 de dezembro deste ano, quando conclui sua caminhada nos estudos de formação antes da ordenação para o diaconato permanente, que está prevista para 2018, em data a ser definida.

O futuro diácono é metalúrgico, tendo trabalhado na Usiminas desde os 18 anos até sua aposentadoria, em 2015, após 31 anos de grandes lutas e alegrias, como ele mesmo faz questão de destacar. Casado há 23 anos com Mara Elizane, ele tem três filhos: Rafael, Clarissa e Gabriel. Atualmente a família reside no bairro Cidade Nova, em Santana do Paraíso, que pertence à Paróquia Cristo Rei, liderada pelo pároco padre Roberto Gualberto.

 

DIÁCONO

A palavra diácono vem do grego “diakonia”, que significa “serviço”. Por isso, a ordem do diaconato conforme o Catecismo da Igreja Católica, destina-se a ajudar e a servir os bispos e presbíteros. Como integrante do Diaconato Permanente, Osvaldo Lima Filho poderá fazer batismos, abençoar matrimônios, levar o viático (comunhão eucarística) aos doentes e presidir funerais. Porém, ao contrário do sacerdote, o diácono não pode celebrar o sacramento da Eucaristia (Missa), confessar e nem administrar a unção dos enfermos.
O diácono é um dos três diferentes graus do sacramento da ordem sacerdotal – juntamente com os bispos e os sacerdotes, estabelecido desde a época dos apóstolos, como testemunham os Atos dos Apóstolos e a Carta de São Paulo a Timóteo, e definidos como “homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (Atos 6, 1-6) e “que guardem o mistério da fé numa consciência pura” (I Timóteo 3, 8-10). Os primeiros diáconos foram Estêvão, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau.

diaconato foi restabelecido como um grau particular dentro da hierarquia da Igreja Católica no Concílio Vaticano II, como um enriquecimento importante para a sua missão evangelizadora. Afinal, o diácono oferece à Igreja a possibilidade de contar com uma pessoa de grande ajuda para as tarefas pastorais e ministeriais. Com tudo o que ele pode fazer, sua ajuda é muito importante, especialmente na época atual em que faltam tantas pessoas para ajudar os padres em suas tarefas.

Desta forma, como na parábola do homem que tira algo novo e velho do seu tesouro, a Igreja Católica, está sempre oferecendo formas novas de entrega em sua tarefa de ajudar a humanidade inteira.